O que é o Snap e quando convém usá-lo no Linux

Vantagens, a contrapartida do arranque mais lento, e a polémica sobre o seu repositório controlado pela Canonical.

Intermédio 1 min de leitura Publicado em 2026 Por Equipo SolucionaPC

O Snap é o formato de pacote universal desenvolvido pela Canonical (a empresa por trás do Ubuntu) — vem pré-instalado de série no Ubuntu, e funciona de forma semelhante ao Flatpak: empacota uma aplicação com o que precisa para funcionar em qualquer distribuição compatível.

Instalar e usar

sudo snap install nome-aplicacao

Atualiza-se automaticamente em segundo plano por predefinição, sem ter de verificar manualmente se há uma versão nova.

A contrapartida mais comentada: arranque mais lento

As aplicações em formato Snap costumam demorar um pouco mais a abrir da primeira vez do que as equivalentes instaladas de forma tradicional — melhorou bastante em relação às primeiras versões, mas continua a ser uma diferença percetível em alguns casos.

Um ponto que gera debate: o repositório único

Ao contrário do Flatpak (com a Flathub gerida pela comunidade e a possibilidade de repositórios independentes), o repositório principal do Snap (a Snap Store) é controlado apenas pela Canonical. Isto gerou alguma controvérsia, sobretudo quando o Ubuntu começou a substituir pacotes tradicionais por versões Snap de programas como o Firefox, sem que todos os utilizadores o pedissem.

Quando é que convém usar o Snap em concreto?

Faz especialmente sentido se usar Ubuntu (já vem integrado sem configuração adicional), ou se precisar de software específico só disponível nesse formato — algumas aplicações proprietárias e jogos são distribuídos preferencialmente assim.

Dica: se uma aplicação concreta lhe parecer lenta em formato Snap e existir em Flatpak, experimentar essa alternativa costuma resolver a sensação de lentidão sem perder as vantagens de um formato universal.

Perguntas frequentes

Porque é que as apps Snap demoram mais a abrir?

Pela forma como empacotam e montam as suas dependências a cada arranque — melhorou bastante em relação a versões antigas, mas continua a ser uma diferença percetível face a pacotes tradicionais em alguns casos.

Porque é que gera polémica o Ubuntu usar o Snap para programas como o Firefox?

Porque substitui pacotes tradicionais pela versão Snap sem que o utilizador o peça explicitamente, e alguns preferem o desempenho ou a integração da versão tradicional do programa.

Preciso de usar o Snap se não tiver Ubuntu?

Não é obrigatório — o Flatpak é uma alternativa igualmente válida e mais difundida noutras distribuições. O Snap faz mais sentido especificamente no ecossistema do Ubuntu, onde vem integrado de série.

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